Diogo Castilho: em 2012 praticamos a venda antecipada, possibilitando um ganho adicional de R$6,00/@



Para conhecer melhor os finalistas, o BeefPoint preparou uma série de entrevistas que mostram o que eles têm feito para se destacar na pecuária de corte.

Confira abaixo a entrevista com Diogo Castilho, um dos finalistas na categoria Empreendedor em Confinamento.

Diogo José de Castilho Neto é pecuarista e proprietário da Fazenda Tabajú no município de Sales/SP, onde está localizado o Confinamento DC.

Juntamente ao projeto de confinamento a Fazenda Tabajú conta com uma área de semi-confinamento, que tem se mostrado bastante interessante nos últimos anos.

BeefPoint: O que você considera mais importante em um confinamento de gado de corte?

Diogo Castilho: Nos últimos anos a atividade pecuária sofreu uma forte redução de suas margens, ocasionada principalmente pelo aumento dos custos de produção. Ao olharmos os custos envolvidos, temos o boi magro como grande fator impactante, cerca de 70%.

Assim sendo, é de vital importância trabalharmos para garantir que o preço da @ do boi magro viabilize a operação. Outro grande desafio está na comercialização do boi gordo, sendo necessário utilizarmos todas as ferramentas e recursos que temos, ou seja, a comercialização (compra e venda) de nosso produto – o bovino – representa grande parte do sucesso de nossa batalha!

Também é importante ressaltar que numa atividade de confinamento, a gestão financeira, produtiva e humana é de fundamental importância para o sucesso.

BeefPoint: Qual o maior desafio dos confinamentos no Brasil hoje?

Diogo Castilho: A provável transformação que teremos na pecuária, onde haverá uma forte pressão sob as áreas de pastagens exercidas por outras atividades de maior rentabilidade, ocasionarão uma grande dificuldade na compra de boi magro. Consequentemente, nossa principal matéria-prima poderá atingir um novo patamar de preço, pressionando ainda mais a margem do confinamento brasileiro.

BeefPoint: Qual projeto de confinamento você teve contato ou implementou nestes últimos anos, que considera um case de sucesso? Por quê? 

Diogo Castilho: Um grande projeto de confinamento, que serve de exemplo a toda pecuária mundial, é o da Fazenda Conforto, que com o choque de gestão promovido com a ajuda da Prodap, que também é nossa parceira na Fazenda Tabajú, vem mostrando excelentes resultados.

BeefPoint: O que você fez em 2012 que te trouxe mais resultados?

Diogo Castilho: Em 2012 praticamos a venda antecipada (fixação de preço) de um grande número de nossos animais, possibilitando um ganho adicional de R$6,00/@ nos meses de outubro, novembro e dezembro. Isto nos permitiu apurar um melhor resultado no ano.

BeefPoint: O que você pretende fazer de diferente em 2013? E por quê?

Diogo Castilho: Para garantir o sucesso de nossa operação estamos trabalhando fortemente na compra do boi magro, onde temos como objetivo adquirir nossos animais sem ágio algum sobre nosso preço de venda. Todavia, este é um grande desafio que exige a adoção de medidas firmes, como por exemplo, a compra somente no peso vivo. Pagamos o que pesa!

BeefPoint: Qual mensagem gostaria de deixar para os confinadores no Brasil?

Diogo Castilho: A pecuária nacional atravessa um momento de margens apertadas e nos próximos anos teremos de estar preparados para as mudanças, devemos ter a capacidade de antecipar e nos adaptarmos ao surgimento de novos cenários, desta forma, focar em nossos custos fixos de produção, contarmos com uma equipe enxuta, qualificada, treinada e motivada, utilizarmos todas as ferramentas financeiras disponíveis e termos a plena gestão de nossos negócios.

Somente assim, conseguiremos alcançar nossas metas e atingir nossos objetivos!